O seu produto/serviço sobrevive às curvas?

PorJoão Carlos Pinto Correia

O seu produto/serviço sobrevive às curvas?

Se tem um produto ou um serviço, é importante que saiba como testar se o mesmo sobrevive às curvas, evitando assim que decline e venha a morrer.

No início, os telemóveis eram extremamente caros, difíceis de transportar e extremamente raros. Depois, começaram a tornar-se mais acessíveis, mais pequenos e a generalizar-se. Entretanto, os telemóveis passaram a incorporar outras funcionalidades (fotografia, por exemplo).

Mais tarde, advento das redes sociais potenciou em muito o surgimento dos smartphones, com aplicações e novas funcionalidades.

Os telemóveis voltam a crescer em tamanho e em preço, incorporando novas funcionalidades e fazem parte arreigada da nossa vida. Como se não bastasse, com eles já conseguimos levantar dinheiro ou efetuar pagamentos, adquirir produtos, aceder a informação ao segundo.

Ao longo do ciclo de vida deste produto, já ouviu falar de empresas que estiveram no topo e, depois, caíram a pique à medida que não se conseguiram adaptar à mudança. Talvez conheça a história da Nokia (que agora regressou)…

A questão é: como pode o seu produto ou serviço mostrar resiliência ao declínio? Como pode permitir que o mesmo se transforme à medida que se transforma o mercado e a sociedade?

Design. O design e a elegância do seu produto deve ser combinada com a simplicidade. É uma característica apreciada pela generalidade das pessoas. Com toda a certeza, um produto que escapa ao declínio, é um produto que se liga ao utilizador. Inegavelmente, tem tanto de arte como de ligação à pessoa. Olha-se para ele e a paixão é imediata.

Capaz. Um produto resiliente ao declínio deve ser potenciador da produtividade e da criatividade. Os computadores, os smartphones, são exemplos de produtos que tornam os consumidores mais aptos e eficientes. Igualmente,  o mesmo pode suceder num serviço. De certo que já o experienciou…

Integral. Esqueça os produtos isolados e sem ligação. Os produtos resilientes são o mais completos possível e contém todo um conjunto de serviços e apoios para os seus utilizadores. Uma máquina fotográfica apenas serve para tirar fotografias. Então e com o smartphone? Hoje, além de conseguir boas fotos, ainda tem acesso a todo um mundo na sua mão…

Smart. Um produto que sobrevive para contar a história, é um produto que é, intrinsecamente, esperto. Sem dúvida que, quem o criou, compreende os problemas e as dores que o consumidor tem. Com efeito, poderá ainda ter algo que o consumidor pode vir a necessitar num futuro próximo.

Intenso. O seu produto tem de ser capaz de oferecer operações e particularidades que são facilmente adotadas. Na verdade, eles criam escalas, servem para mais do que uma coisa ou são facilmente adaptáveis às necessidades. Por exemplo, já pensou nos produtos e serviços da Microsoft? Praticamente consegue fazer quase tudo na sua vida com base em produtos e serviços onde a Microsoft tem o seu dedo.

Em suma, se o seu produto ou serviço incorporar estas características, é indubitável que será um sucesso. O seu produto será resiliente, escapará certamente do declínio e representará, sem dúvida, um excelente investimento para qualquer consumidor.

Imagem: Malte Wingen

Sobre o autor

João Carlos Pinto Correia administrator

João Carlos Pinto Correia. Formador (CCP n.º F608236/2013), Advogado e Consultor de Empresas. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Pós-Graduado em Gestão Fiscal pelo Instituto Superior de Gestão e em Cibercriminalidade pelo Instituto CRIAP.

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