Arquivo mensal Junho 2018

PorJoão Carlos Pinto Correia

O futuro dos Bancos é “open”

Os Bancos têm de estar à frente em matéria de inovação tecnológica. Quem tomar a dianteira agora, vai colher os frutos!

Se para si, que trabalha num Banco ou tem ligações a este setor, conceitos como “Open Banking” ou API’s são conceitos desconhecidos, está na hora de começar a estudar. O impacto que a construção de novas plataformas de serviços financeiros está a ter, vai obrigar a um processo de planeamento estratégico do setor bancário.

Esta é, definitivamente, a temática que irá marcar a próxima década (ou os próximos anos) e não há muito por onde fugir da discussão e da tomada de decisão.

O advento das Fintech e as plataformas bancárias com API’s abertas veio alterar todo o ecossistema bancário. A banca tradicional, mesmo como a conhecemos nos nossos dias, vai ter de se adaptar em toda a sua cadeia. Estamos a falar nos produtos e serviços oferecidos, nos canais de distribuição utilizados e nas parcerias existentes. Estes fatores determinarão a inovação e a experiência dos clientes no futuro e, quem não agarra esse futuro, vai fenecer.

Há uns dias, um colega meu que vive em Shangai, referiu-me que os pedintes já têm um papel plastificado com o QR-Code do WeChat para receberem esmolas. Também me disse que, por aquelas bandas, já todos os pagamentos são com o telemóvel e ninguém anda com o cartão multibanco. Fui confirmar e é verdade!

Uma nova Era

A nova Era que se aproxima para os Bancos terá de se adaptar às expectativas dos clientes. Não serão os clientes a adaptar-se às instituições; elas é que se vão adaptar renovado estilo de vida dos clientes.

A hodierna realidade já demonstra que o sector bancário está a ficar para trás. Um exemplo simples e pequeno no nosso pequeno Portugal, é o papel da Fintech Raize e a forma como se está a substituir aos Bancos na concessão de crédito e na captação de investimento/”depósitos”.

Os modelos alicerçados em plataformas informáticas levarão a uma rápida digitalização do sector. Isto fará com que sejam obrigatoriamente reduzidos os custos fixos atuais e uma redução substancial em matéria de mão-de-obra (inadaptada?) necessária ao desenvolvimento da atividade.

Estas mudanças irão afetar os serviços prestados pelos Bancos em todas as áreas: back-office, front-office e, no fundo e, por outro lado, a própria relação com o consumidor. Negar isto é fugir à evidência.

Um recente relatório da Accenture, “A New Era: Open Platform Banking”, revela que as “Os negócios baseados em plataformas conectam produtores e utilizadores em trocas eficientes de valor. Essas trocas facilitam as interações nos lados da procura e da oferta, que amplificam os “efeitos de rede”.” [tradução nossa]

Um dos exemplos apontados neste relatório é o do StarlingBank. Talvez deva conferir o link, pesquisar um pouco e também perceber do que estamos a falar.

Não se fica por aqui

Há um outro relatório que deve estar presente e ser objeto de estudo pelos decision makers do sector bancário: “Platform Strategy & Open Business Models” elaborado pelo MIT.

Antes de mais, este estudo tem uma particularidade interessante… Permite-nos extrapolar  os cenários para, praticamente, todas as áreas de negócio e, certamente, deve ser equacionado noutros cenários empresariais.

Os Autores deste estudo abordam algumas estratégias:

Plataforma Proprietária (Um patrocinador e um provedor). As plataformas proprietárias usam API’s abertas para tornar os dados acessíveis aos desenvolvedores e oferecer produtos finalizados aos clientes.

Plataforma de Licenciamento (Um patrocinador com muitos fornecedores). Como exemplo, um patrocinador pode oferecer soluções bancárias de marca branca por meio de licenciamento com vários provedores.

Plataforma de Joint Venture (Múltiplos patrocinadores com um provedor). Neste cenário, vários patrocinadores colaboram para criar e controlar uma única interface. A Moven é um exemplo de uma plataforma de joint venture, onde vários bancos usam a mesma interface para o consumidor criada pela Moven.

Plataforma Compartilhada (múltiplos patrocinadores e múltiplos provedores). Este modelo ainda precisa aparecer no setor bancário. Caso diferente é o da indústria de alta tecnologia (por exemplo, Linux).

A dificuldade

A transposição de um Banco ou de uma Instituição Financeira para uma plataforma de API aberta não será fácil. Há muitas questões em cima da mesa, seja sob o ponto de vista legal, regulatório, etc.

Esta mudança será disruptiva e também altamente não tradicional em matéria de definição de serviços bancários. Será vista uma nova alocação de recursos humanos e novos requisitos nesta matéria… Talentos informáticos, pessoas com conhecimentos de Tecnologia e com visão de futuro serão privilegiados.

Nessa medida, os produtos atuais fornecidos pelos Bancos terão de ser alterados. Estes produtos terão de ser construídos para uma implantação completamente digital e, necessariamente, terão de ser identificadas novas soluções de mercado e onde se precisará de demonstrar aos clientes os benefícios.

Também as capacidades dos Bancos em matéria organizacional, funcional e técnica terão, também, de ser alteradas e substituídas.

Indubitavelmente, a forte e súbita mudança que terá de ser empreendida requer preparação e pensamento estratégico. Atendendo ao mercado e à atual situação,  já é tarde… Basta olhar para a dinâmica do mercado e ver as ameaças competitivas que já pairam pelo ar!

A questão que se coloca é a de saber se, em Portugal, haverá alguém a tomar a dianteira… Uma coisa é certa: quem estiver nessa posição é um candidato à vitória!

Imagem:Matthew Kwong

 

PorJoão Carlos Pinto Correia

A Transformação Digital da sua Empresa

A Transformação Digital movimenta vários aspetos de uma organização. Saiba quais e como empreender essas mudanças.

A Transformação Digital é normalmente descrita como o conjunto de processos através do qual uma entidade faz uso da tecnologia para melhorar. Estamos a falar de melhorias ao nível do desempenho, aumento de alcance e garantia de melhores resultados com menos trabalho.

No fundo, aquilo que a Transformação Digital de uma entidade representa é uma mudança estrutural dando-se maior papel às tecnologias.

A DropsQuestion nasceu focada com o objetivo de permitir que as PME’s tenham acesso e implementem mudanças conducentes à Transformação Digital. Para isso, o sistema da DropsQuestion assenta em cinco áreas de intervenção:

Local de Trabalho Digital

O local de trabalho é essencial para o desenvolvimento de qualquer atividade. Para isso, é necessário implementar mudanças em termos e modernização de sistemas e operações e possibilitarão melhorar a produtividade.

Em consequência, obter-se-á uma estrutura que possibilita a flexibilização do trabalho; trata-se de um fator que é especialmente relevante pois permitirá que se obtenham reduções em termos de custos de estrutura. Como consequência, irá permitir que os trabalhadores possam conciliar melhor a sua vida pessoal com o trabalho.

Igualmente, isso possibilitará melhorar os níveis de acesso à informação e desenvolvimento das atividades, libertando a força laboral para se focar em áreas essenciais do negócio.

Processos Digitais

É fundamental para qualquer estrutura transformar os seus processos digitais. Para isso, é necessário que os dados estejam otimizados e todo o processo seja, ao máximo, automatizado.

Esta automatização de processos permitirá eliminar todos os factos que retiram valor ou não acrescentam qualquer valor. Em bom rigor, aquilo de que estamos a falar é de otimização.

Neste capítulo, devem ser introduzidas regras claras e simples relacionadas com o risco do negócio e o seu desenvolvimento. Isto, claro, sem descurar a matéria da segurança da informação e o cumprimento de obrigações legais.

Produtos e Serviços Digitais

Embora muitas organizações ainda não se tenham adaptado, pretende-se quebrar barreiras e perceber, pelo menos, até que ponto os dados existentes permitem projetar melhores produtos e serviços, não apenas em termos de design mas, igualmente, em matéria de direcionamento e relevância.

Portanto, a aposta na Transformação Digital permitirá à organização usar a informação e a tecnologia no sentido de melhorar as conexões com os clientes, com os serviços e com as comunidades existentes em torno dos mesmos.

Por analogia, isso permitirá melhorar as áreas de comunicação, o apoio ao cliente e o acompanhamento no pós-venda.

Inteligência Empresarial Digital

Tornar a informação transparente no seio das empresas conduz a melhorias significativas em matéria de tomada de decisões.

Ora, esta transparência deve ser intercalada e acompanhar todos os níveis das diferentes organizações, permitindo e potenciando novas ideias no seio da organização e permitindo a existência de críticas construtivas e inovações constantes.

Criação de Relações Digitais com os Clientes

A sua organização quer, obrigatoriamente, construir confiança junto dos clientes. Este ponto é chave na sociedade atual; ou ainda é daqueles que acreditam que o seu produto/serviço será comprado se o cliente não confiar nele?

Necessariamente, o objetivo passará por utilizar toda a informação recolhida e depois a tecnologia implementada, no sentido de reduzir a frustração dos clientes e maximizar a satisfação dos mesmos com o produto/serviço que adquiriram.

Igualmente, tal permitirá redefinir aquilo que os seus clientes apreciam e, assim, obter feedbacks positivos que ajudarão na promoção da sua organização para além dos próprios clientes.

Se tem ou trabalha numa PME e isto lhe faz sentido, está na hora de reunirmos. É certo que o investimento que realizará terá um enorme retorno no futuro e fará com que a sua organização possa sonhar com outros desafios.

Imagem: rawpixel

PorJoão Carlos Pinto Correia

O que são dados pessoais especiais?

Dados Pessoais Especiais

Os dados pessoais especiais são o tema do momento, sobretudo porque o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD) veio dar uma nova abordagem ao tema.

Em Portugal, o artigo 7.º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro, já previa a proteção de dados pessoais, aos quais chamava de “dados sensíveis”. O RGPD veio incrementar a lista de dados pessoais que entram nesta categoria.

Assim, o número 1 do artigo 9.º do RGPD veio consagrar que:

É proibido o tratamento de dados pessoais que revelem a origem racial ou étnica, as opiniões políticas, as convicções religiosas ou filosóficas, ou a filiação sindical, bem como o tratamento de dados genéticos, dados biométricos para identificar uma pessoa de forma inequívoca, dados relativos à saúde ou dados relativos à vida sexual ou orientação sexual de uma pessoa.

Desta forma, são dados especiais cujo tratamento é proibido – salvo as exceções previstas na Lei – os seguintes dados:

  • Os que revelem a origem racial;
  • Os que revelem a origem étnica;
  • Os que revelem opiniões políticas;
  • Os que revelem convicções religiosas ou convicções filosóficas;
  • Os que revelem a filiação sindical;
  • Os que façam tratamento de dados genéticos ou dados biométricos para identificar uma pessoa de forma inequívoca;
  • Os relativos à saúde;
  • Os relativos à vida sexual;
  • Os relativos à orientação sexual;

Quais as exceções?

O tratamento de dados pessoais especiais é, por regra, proibido. Significa isto que não poderá ser feito o tratamento de dados que visem obter informações ou revelem informações do titular dos dados pessoais.

No entanto, o RGPD consagrou algumas exceções, as quais devem ser analisadas caso a caso e verificadas pelo responsável pelo tratamento.

Por exemplo, o tratamento de dados especiais pode não ser proibido se:

  • O titular der o seu consentimento explícito, para fins específicos, desde que possa ser anulado esse consentimento;
  • For necessário para efeitos laborais, segurança social ou proteção social;
  • For necessário para proteger interesses vitais do titular, caso este esteja impedido de dar o consentimento;
  • For efetuado no âmbito de atividades legítimas, ligadas a associações ou organismos sem fins lucrativos;
  • Se tratarem de dados tornados públicos pelo titular;
  • Forem necessários para efeitos de processos judiciais;
  • Forem necessários para acautelar interesse público importante;
  • Forem necessários para efeitos de medicina no trabalho ou medicina preventiva;
  • Forem necessários por razões de interesse público no domínio da saúde pública;
  • Tiverem como finalidade o arquivo de interesse público;
  • Forem dados tratados por alguém ou sob a responsabilidade de alguém que se encontra sujeito a sigilo profissional ou obrigação de confidencialidade;

A Importância dos Dados Pessoais Especiais

Os dados pessoais especiais referem-se, no fundo, ao que de mais intrínseco cada pessoa tem. Necessariamente, eles estão eminentemente ligados aos Direitos Fundamentais e aos princípios basilares de qualquer sociedade moderna.

Esta categoria de dados é também um sinal de aprendizagem da União Europeia. Evidencia-se, assim, a importância que a foi dada a cada indivíduo e salvaguarda-se a capacidade destrutiva que a utilização de tais dados tem, não apenas para os titulares destes dados pessoais, mas também quando ao efeito que eles têm em termos sociais.

Todos estamos recordados do impacto que o recente caso da Cambridge Analytica teve. Se com base em dados não tão especiais foi possível manipular eleições, já imaginou o que seria possível com o tratamento destes dados pessoais especiais?

É por isso que estes dados pessoais especiais estão protegidos por uma regra de proibição de tratamento. Todavia, em casos estritamente previstos na Legislação, o seu tratamento pode ser realizado, já que há valores (coletivos) que se suplantam aos valores individuais que esta proibição de tratamento tenta proteger.

Se tem dúvidas ou questões sobre esta matéria, deixe-nos o seu comentário ou contacte-nos.

Imagem: Matthew Henry

PorJoão Carlos Pinto Correia

O princípio da melhoria contínua

A melhoria contínua deve estar sempre presente na sua mente pois a sociedade atual não compreende quem não aplica este conceito importantíssimo.

Se nunca ouviu falar de William Deming, esta é uma boa oportunidade para o fazer. Deming é considerado por muitos como o pai da qualidade e, apesar de desconhecido por muitos, parte daquilo que o Japão é nos dias de hoje, deve-se a esta importante figura.

Há uma frase muito conhecida de Einstein que servirá de apoio a este artigo:

“Most people stop looking when they find the proverbial needle in the haystack. I would continue looking to see if there were other needles.”

“A maioria das pessoas para de procurar quando encontra uma agulha no palheiro. Eu continuo a procurar para ver se encontro outras agulhas”.

 Já pensou como é que as crianças aprendem as primeiras coisas? Simples: elas imitam. A primeira palavra é “mãe” ou “pai” porque é a palavra que mais ouvem. Se uma criança começa a dizer palavrões, a razão é clara também!

É por isso que, a primeira coisa que, na sua vida profissional ou no seu negócio deve fazer é, necessariamente, imitar. Tendo isto em vista, não deve imitar qualquer um ou qualquer coisa; deve imitar as pessoas, os produtos ou as ideias que estão a ter sucesso. Por exemplo, o seu colega de trabalho foi promovido? Porquê? Procure o que o destaca. Há um produto que vende bem? Porquê? Que características pode incorporar no seu produto para ganhar o mesmo destaque?

Provavelmente, poderá questionar: “Mas eu não devo inovar?”. Sim, claro que sim! Mas não deve “apenas” inovar… Como diria alguém, não há nada de novo debaixo do Sol, e se as ideias e soluções funcionam, porque não as utilizar? Isso não mina o seu pensamento criativo; pelo contrário, permite-lhe libertar tempo para a criatividade já que a sua ideia/produto/serviço já se encontra implementada segundo um modelo validado.

Surpreendentemente, não lhe basta imitar e é aqui que entra a nossa referência a William Deming.

William Deming acreditava que todos os processos, toda a gestão, pode ser melhorada e que isso apenas trará vantagens.

Por exemplo, os processos da sua empresa já funcionam bem, certo? Talvez… mas, para Deming, os processos, a gestão, são sempre passíveis de melhoria. Em síntese, é essa melhoria contínua que deve ser sempre procurada; aquela que cria uma constância na melhoria dos produtos e serviços que fazem com que se mantenha no topo.

Um dos maiores contributos que Deming nos deixou foi uma lista de 14 pontos que devem ser seguidos pelas organizações, os quais foram replicados em muitas empresas do Japão. No entanto, não é muito difícil olhar para algumas empresas conhecidas mundialmente (Apple, Amazon, Samsung) e ver como elas seguem estes pontos até à exaustão.

É necessário evidenciar que esta lista de 14 pontos é essencial para qualquer empresa ou indivíduo que queira singrar no mercado e nos dias de hoje. Ela pode ser aplicada, com um pouco de interpretação extensiva, até aos próprios trabalhadores por conta de outrem. Não deixe de a ler!

Portanto, se há erro no qual nunca deve cair é pensar que tudo está perfeito e nada tem de ser alterado no sentido de melhorar. Há sempre algo para melhorar e, não raramente, é aqui que reside a diferença entre ganhar ou perder dinheiro, oportunidades e clientes.

Em suma, em momento algum deve prescindir da excelência, de ser o melhor possível em cada momento e em cada ponto da sua vida.

O processo de melhoria contínua é aditivo e pode até ser desgastante se não possuir uma resiliência mental forte. Se começar a aplicar o princípio da melhoria contínua é uma coisa que é garantida: ele vai mudar todas as áreas da sua vida, da sua empresa.

 

Imagem: Samuel Zeller

PorJoão Carlos Pinto Correia

O seu produto/serviço sobrevive às curvas?

Se tem um produto ou um serviço, é importante que saiba como testar se o mesmo sobrevive às curvas, evitando assim que decline e venha a morrer.

No início, os telemóveis eram extremamente caros, difíceis de transportar e extremamente raros. Depois, começaram a tornar-se mais acessíveis, mais pequenos e a generalizar-se. Entretanto, os telemóveis passaram a incorporar outras funcionalidades (fotografia, por exemplo).

Mais tarde, advento das redes sociais potenciou em muito o surgimento dos smartphones, com aplicações e novas funcionalidades.

Os telemóveis voltam a crescer em tamanho e em preço, incorporando novas funcionalidades e fazem parte arreigada da nossa vida. Como se não bastasse, com eles já conseguimos levantar dinheiro ou efetuar pagamentos, adquirir produtos, aceder a informação ao segundo.

Ao longo do ciclo de vida deste produto, já ouviu falar de empresas que estiveram no topo e, depois, caíram a pique à medida que não se conseguiram adaptar à mudança. Talvez conheça a história da Nokia (que agora regressou)…

A questão é: como pode o seu produto ou serviço mostrar resiliência ao declínio? Como pode permitir que o mesmo se transforme à medida que se transforma o mercado e a sociedade?

Design. O design e a elegância do seu produto deve ser combinada com a simplicidade. É uma característica apreciada pela generalidade das pessoas. Com toda a certeza, um produto que escapa ao declínio, é um produto que se liga ao utilizador. Inegavelmente, tem tanto de arte como de ligação à pessoa. Olha-se para ele e a paixão é imediata.

Capaz. Um produto resiliente ao declínio deve ser potenciador da produtividade e da criatividade. Os computadores, os smartphones, são exemplos de produtos que tornam os consumidores mais aptos e eficientes. Igualmente,  o mesmo pode suceder num serviço. De certo que já o experienciou…

Integral. Esqueça os produtos isolados e sem ligação. Os produtos resilientes são o mais completos possível e contém todo um conjunto de serviços e apoios para os seus utilizadores. Uma máquina fotográfica apenas serve para tirar fotografias. Então e com o smartphone? Hoje, além de conseguir boas fotos, ainda tem acesso a todo um mundo na sua mão…

Smart. Um produto que sobrevive para contar a história, é um produto que é, intrinsecamente, esperto. Sem dúvida que, quem o criou, compreende os problemas e as dores que o consumidor tem. Com efeito, poderá ainda ter algo que o consumidor pode vir a necessitar num futuro próximo.

Intenso. O seu produto tem de ser capaz de oferecer operações e particularidades que são facilmente adotadas. Na verdade, eles criam escalas, servem para mais do que uma coisa ou são facilmente adaptáveis às necessidades. Por exemplo, já pensou nos produtos e serviços da Microsoft? Praticamente consegue fazer quase tudo na sua vida com base em produtos e serviços onde a Microsoft tem o seu dedo.

Em suma, se o seu produto ou serviço incorporar estas características, é indubitável que será um sucesso. O seu produto será resiliente, escapará certamente do declínio e representará, sem dúvida, um excelente investimento para qualquer consumidor.

Imagem: Malte Wingen

PorJoão Carlos Pinto Correia

Como a IoT pode ajudar a agricultura?

Nos dias que correm, a agricultura é cada vez mais uma atividade económica onde a precisão é essencial.

Estamos a falar de um setor de atividade que é fundamental para continuar a assegurar a existência de vida humana. Mas, por si só, o futuro impõe que a agricultura seja um sector de atividade amigo do ambiente e eficiente. Só assim esta atividade chegará ao ponto de gerar riqueza e mais-valias para quem a ela se dedica.

Hoje já existem tecnologias que, associando o poder das plataformas eletrónicas com a capacidade dos sensores, permitem verificar, em cada momento, se as culturas estão com as condições certas em matéria de ingredientes, humidade, salubridade dos solos e presença de substâncias amigas ou nocivas para as culturas.

Ao mesmo tempo, essas mesmas plataformas permitem-nos indicar e até prever factos importantes. Por exemplo:

– Qual será a data indicada para a colheita?

– Quais as condições em que deverão ser mantidas?

– Qual o impacto que fatores ambientais têm ou poderão ter na produção e na qualidade dos produtos?

Estamos a falar, de múltiplos domínios da agricultura, desde colheiras de milho até à produção vitivinícola ou quaisquer outro tipo de cultivos.

A eficiência que resulta da análise dos indicadores e dos dados tem grandes mais-valias. De facto, a eficiência dos processos minora a possibilidade de perdas e é geradora de evidentes contributos para toda a gestão do negócio agrícola.

De acordo com a FAO, entre 2005 e 2015, os desastres naturais provocaram perdas equivalentes a mais de 96 biliões de dólares em danos na agricultura e produção animal.

Além disso, desastres naturais como, por exemplo, tempestades ou temperaturas extremas, causaram perdas a rondar os 26.5 biliões de dólares. Por outro lado, os desastres biológicos (pestes, infestações, etc.) causaram danos em colheitas equivalentes a 9.5 biliões de dólares.

O investimento, no setor agrícola, nas ferramentas disponibilizadas pelas IoT, permite obter melhorias significativas a vários níveis.  Desde logo, em matéria de dados para a decisão de colheita de produtos, prevenir perdas relacionadas com condições meteorológicas adversas ou em matéria de controlo de pestes.

Logo e necessariamente, isto significará um maior e melhor retorno sobre os investimentos realizados. E assim, se diminui significativamente o impacto que estes fatores podem ter em termos económicos.

Imagem: Henry Be

PorJoão Carlos Pinto Correia

Workshop Intensivo – O Regulamento Geral de Proteção de Dados

Apresentação

Desde 25 de maio de 2018 que se encontra em vigor o Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), o qual tem um grande impacto na vida das empresas e das pessoas em geral.

Por um lado, é muito importante que as pessoas tenham conhecimento sobre os direitos que o RGPD lhes confere sobre os seus dados pessoais e a forma como podem exercer esses direitos junto das mais diversas entidades.  Há muitos aspetos inovatórios no RGPD e é importante para qualquer cidadão ter noção sobre como pode e deve proteger os seus dados pessoais.

Por outro lado, o RGPD representa, para a generalidade das empresas, uma árdua tarefa em matéria de proteção e salvaguarda dos dados pessoais que os cidadãos lhes confiam. As empresas devem ter procedimentos e regras internas em matéria de cumprimento com a legislação e devem estar preparadas para dar cumprimento aos legítimos direitos dos cidadãos. As multas aplicáveis, em caso de incumprimento, podem ser pesadas e é importante que a sua empresa esteja preparada para as evitar.

Objetivos

Permitir que as pessoas conheçam e exerçam os seus direitos ao abrigo do RGPD e que as empresas e seu trabalhadores tenham uma noção mais aprofundada sobre esta matéria e a forma de implementar soluções para cumprimento desta obrigação legal.

Conteúdos

1. O que é o RGPD?

2. A quem se aplica o RGPD?

3. Definições a ter em conta

4. Dados Pessoais

5. Os Dados Pessoais Especiais/Sensíveis

6. Os Princípios

7. Os Direitos dos Titulares de Dados Pessoais

8. O Tratamento de Dados Pessoais

9. O Responsável pelo Tratamento de Dados Pessoais

10. Os Subcontratantes

11. Registo de Atividades de Tratamento

12. Proteção de Dados – Por Defeito e por Conceção

13. Segurança de Dados Pessoais

14. Data Breach e procedimentos a adotar

15. DPIA

16. A importância da consulta prévia

17. O Encarregado de Proteção de Dados (DPO)

18. Autoridade de Controlo, Sanções e outras questões

19. Como preparar uma empresa para estar em cumprimento? Os 7 passos iniciais.

Destinatários

O Workshop destina-se à generalidade das pessoas com conhecimentos básico de informática e pretendem saber como exercer os seus direitos em matéria de dados pessoais. Também se destina a profissionais liberais, empresários em nome individual, pessoas que gerem websites ou aplicações informáticas em geral, gestores e trabalhadores que queiram aprofundar os seus conhecimentos sobre esta matéria.

Limitado a 30 participantes. O curso realiza-se com um número mínimo de 10 inscritos.

Formador

João Carlos Pinto Correia. Formador (CCP n.º F608236/2013), Advogado e Consultor de Empresas. Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Pós-Graduado em Gestão Fiscal pelo Instituto Superior de Gestão e em Cibercriminalidade pelo Instituto CRIAP.

Calendarização

Dia 30 de junho, entre as 9:30h e as 13:00h. É aconselhável as pessoas estarem presentes 15 minutos antes da hora agendada, uma vez que o Workshop se iniciará à hora agendada independentemente do número de pessoas presentes. Haverá um intervalo de 10 minutos entre as 11:00h e as 11:10h.

Carga Horária

3:30 horas.

Local de Realização

A definir, em Lousada.

Certificação

A frequência integral do presente Workshop confere um certificado de participação, emitido pela empresa, a atestar a frequência, o número de horas e o programa do Workshop.

Preço

€ 75,00 + IVA p/pessoa.

Condições promocionais para inscrições até 18.06.2018 – € 60,00 + IVA p/pessoa.

Desconto de 40% para inscrições de empresa (+ de 3 pessoas). Contacte-nos para obter mais informações.

 

Aceda aqui à página do Workshop.

 

Imagem:Markus Spiske